sexta-feira, 1 de abril de 2011

Arteterapia


A Arteterapia como o próprio nome diz Arte+Terapia, mas não é só isso, vai muito além de toda expressão contida na palavra.

"A arteterapia não é mero entretenimento, mas sim uma forma de linguagem que permite à pessoa comunicar-se com os outros. Desse modo, possibilita não só a liberdade de expressão, mas também sustenta a autonomia criativa, ampliando seu conhecimento sobre o mundo e proporcionando seu desenvolvimento tanto emocional, como social". (VALLADARES, 2003; 2004; VALLADARES & CARVALHO, 2005).

Trabalhando a criatividade, dando forma, cor, expressão aos sentimentos enumerados, conexões são feitas e novos significados podem ser atribuídos a velhas situações vividas em que ocorreram. A arte devolve a liberdade à alma aprisionada pelo vazio, pelo medo, ou ainda pelos sentimentos não nomeados, e leva à concretização dos anseios das necessidades interiores do ser humano”. (ARCURI, 2004 p.21).


A Arteterapia me fez enxergar o desconhecido

A Arteterapia é um processo de renascimento, em que pude ver a vida de outra forma. Não é uma mágica e nem um milagre. É uma trajetória, um processo lento, mas construtivo que vai sendo lapidado aos poucos.

Era como se o meu estado consciente vagasse por um lugar desconhecido, deixando apenas a inconsciência tomar parte do meu ser.

Ao dizer que a Arteterapia me fez enxergar o desconhecido, refiro-me à mulher que sou hoje. Não sou a mulher maravilha! Tenho muito para aprender, para conquistar. Mas estudar um pouco o processo criativo fez-me enxergar certas coisas em mim que agora encaro com sensatez. Penso mais antes de falar ou de tomar alguma atitude. E desconhecido, porque estava adormecido. Talvez eu já soubesse da existência, embora não como fazer desabrochar.

Sendo assim, explorando todas as atividades e momentos de vivência, foram-se moldando todos os processos em minha mente. Cheguei a conclusão de que, mesmo que inconsciente, necessitamos de algo transformador, de algo que podemos chamar de alimento para nossos sonhos. Se perdermos esse alimento, não podemos nos enxergar como pessoa.

Percebi que, utilizando alguns recursos criativos, posso organizar minha mente e meu estado emocional. A partir de minhas observações, conclui que as atividades desenvolvidas na Arteterapia como: desenhos, pinturas, relaxamento, calatonia, contos, danças, músicas… - facilitam o desenvolvimento e a liberação da criatividade. O processo conduz a um relaxamento, a um estado de paz, de desligamento, na medida em que libera agressividade e tensões, configurando uma oportunidade de autoconhecimento.

O exposto, reforça a importância de levar todo esse conhecimento adquirido às pessoas, como forma de facilitar o contato com o outro. O indivíduo, diante de alguns problemas, sejam eles externos ou internos, leva seus conflitos, consciente ou inconscientemente, para seu ambiente de trabalho, família, amigos…, constituindo um círculo vicioso de energias negativas que acarretam diversos problemas, como desmotivação, falta de interação, FALTA DE AUTOESTIMA, mau humor, entre outros.

(By Luciana)


Bibliografia:
VALLADARES, A. C. A.; CARVALHO, A. M. P. Desenhos que contam histórias… desvelando o auto-retrato de crianças hospitalizadas em arteterapia. Rev. Científica de Arteterapia Cores da Vida (Online). Goiânia: ABCA, v.1, n.1, p. 30-45, cap.7, 2005.
Disponível em: http://www.brasilcentralarteterapia.cjb.net
ARCURI, Irene Gaeta. Memória corporal: o simbolismo do corpo na trajetória da vida. 1. Ed. São Paulo: Vetor, 2004.


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Infância


As pessoas da minha faixa etária, 36 anos ou um pouco mais ao ler o texto com certeza se idenficarão e lembrarão com saudades:

É! VOCÊ MESMO!

"Pegue uma carona nessa cauda de cometa, ver a via láctea estrada tão bonita. Brincar de esconde-esconde numa nebulosa. Voltar pra casa nosso lindo balão azul…” (Balão Mágico)


Você já brincou de:
Carrinho de rolimã, pular corda (com direito a foguinho), queimada, volley, basquete, passa anel, escravos de jó, esconde-esconde, amarelinha, peteca, batata quente, forca, stop, estátua, bambolê, mímica, subir em árvores...

E já ouviu:
Balão Mágico, Trem da Alegria, Xuxa…

E assistiu:
Sessão da tarde (principalmente quando passavam os trapalhões durante as férias escolares), Zé colmeia, caverna do dragão, capitão caverna, pica pau, papa-léguas, scooby doo…

Se deliciava com:
Geladinho, tubaína, paçoquinhas amor, dipn’lik (aquele pirulito que passava no açucar), maria-mole… e todos aqueles docinhos que vendiam no bar do Zé?.

Ufa!!! Ficaria o dia inteiro para falar de tudo...

Além de todas essas e outras mil coisas bacanas que fazíamos, bom mesmo era ficar até bem tarde em frente ao nosso portão jogando conversa fora e brincando, sem problemas com assaltos.

Hoje o conceito infância é muito diferente.
As crianças vivem fechadas em seus lares por falta de segurança e apreciam outras atividades, como video games, brinquedos e outros entretenimentos ultra modernos. Geração, essa, que é necessário acompanhar para não ficar ultrapassado. Sem contar com índices frequentes de crianças obesas que surgem a cada dia, basta acompanhar nos meios televisivos.






               Não me recordo naquela época de nenhuma criança obesa.







As crianças de um modo geral estão frequentando muito cedo as escolinhas e  fazem mil atividades para desenvolvimento intelectual e físico.
Naquela época não se ouvia falar muito de colocar as crianças em escolinhas, exceto na idade do pré-escolar. Poucas mães trabalhavam fora, hoje a mulher é independente.
A escola por sua vez, além do papel de educar acaba sendo um meio da criança brincar, já que nas ruas está sendo cada dia mais difícil.

O importante é a conscientização dos Pais e Escolas em resgatar e introduzir as brincadeiras antigas. Forma de trazer a tona a cultura e vivência dos Pais, isso gera maior aproximidade e afeto.

Continuando no assunto família..

Hoje a mãe, o pai, os filhos tem seus próprios televisores, assim como computadores. Assistem suas novelas e noticiários cada um em seu quarto. A comunicação fica por conta dos notebooks. Falar as vezes é um pouco chato, legal mesmo é mandar mensagens. Ironia de uma época tão dinâmica e virtual.




Até os nossos avós estão antenados, fazer crochê? Que nada!, isso é coisa do passado.
O cachorrinho não come mais as sobras, agora é só ração e olhe lá a cara de desdém que ainda faz, com quem diz, pô! me manda  aí uma carninha vai ?

A gente vê cada coisa por aí, crianças chingando a mãe no supermercado, se fizessemos isso em outros tempos, levavamos um tabefe bem na cara. E o medão depois? Nunca mais!.
Nos noticiários, filhos matando pais, avós, ai que horror!

A culpa é de quem? De ninguém, ou talvez de todos ou dessa nova geração tecnológica, onde as pessoas parecem que estão sempre correndo, mas é preciso correr ainda mais contra o tempo que chega rápido a cada dia, antes demorava muito para se passar.

As brigas de infância eram um tal de puxar cabelo aqui, beliscão e ainda apanhava em casa quando chegava. Hoje é criança que vai armada para as escolas e ameaça os colegas e professores.

Há tempo bão…bom mesmo é recordar com alegria, daquela época díficil, mas todo mundo tinha um sorriso estampado na cara.







As pessoas se viam com frequência….
Stress era coisa de gente muito doida, depressão então!
Hoje, é natural falar “Estou tão stressada!”

Hoje existem muitas coisas maravilhosas que naquela época não existia, confesso! Inúmeras coisas foram e estão sendo conquistadas a cada dia, como os avanços tecnológicos na medicina por exemplo.

A vida é sempre boa em qualquer circunstância, mas infelizmente, toda conquista tem lá o seu preço….

O bom mesmo é se pudessemos juntar toda a estrutura que temos hoje com a inocência e pureza daquela época, seria perfeito e perfeição não existe. Existe o perfeccionismo, e o mesmo as vezes limita e desgasta.

O melhor mesmo é curtir a vida, lembrar das coisas boas que passaram com alegria e tirar delas lição de vida para os nossos filhos e netos.

"Quem sabe um dia quando eu brincar de amarelinha e esconde-esconde eu me perder de vez procurando uma maneira de voltar a ser criança, de ter esperança." (Veja mais no Post "Voltar a ser criança.")

"O grande homem é aquele que não perdeu a candura de sua infância". (Provérbio chinês)

(By Luciana)